terça-feira, 8 de abril de 2014

O GRANDE DIA - A MARATONA DE PARIS

Quem me conhece faz tempo sabe que muitas vezes no passado eu dizia: "Eu nunca correria uma Maratona, acho uma loucura! Não passo dos 21 km!"

E como o mundo realmente dá muita volta e a gente muda muito hoje eu estou aqui escrevendo pra contar que desde o último domingo (06/04/2014) eu me tornei MARATONISTA!

Desde o ano passado quando fiz duas Meias Maratonas seguidas ( Rio de Janeiro e Golden 4 -SP) e senti muita evolução de uma pra outra comecei a perceber que eu tinha potencial pra evoluir e decidi fazer uma Maratona pra poder dizer : Sim, um dia já corri 42,195 km! Na mesma época já tínhamos tomado a decisão de vir morar na Europa e como Paris na minha opinião é a cidade mais linda do mundo, não foi difícil decidir qual seria a corrida!!

Antes de vir pra Alemanha conversei muito sério com o treinador sobre a decisão e começaram os treinos.  Ainda no segundo semestre de 2013 os treinos eram constantes, mas muito mais leves e não tão longos, até dezembro a maior distância que corri foram 18km, passei boa parte do tempo ainda focando em baixar um pouco o pace pra que o tempo da Maratona não fosse tão alto e acabasse me desgastando mais.
Mas a partir de Janeiro a coisa ficou MUITO séria e eu também coloquei na minha cabeça que tinha 3 meses pra fazer a coisa bem feita, me dedicar e atingir a minha meta! Tudo se encaixou: Dieta, treinos de Musculação, funcional e muuuuuitos quilômetros corridos.
A cada final de semana eu melhorava o pace e atingia uma nova distância : 24...26...30 km!!! Sim, foi o máximo que treinei e foi o que me deixou mais ansiosa antes da prova: Ok eu só corri 30km e vou chegar lá no dia e fazer 42km, como? Será que dá? Vai doer? E por aí vai...

Mas vamos ao que interessa...

Sexta feira dia 04, por volta das 20h30 da noite embarcamos para Paris, somando trajeto de voo mais trem e metrô acabamos chegando no hotel as 00h, mas não resistimos e fomos dar um Oi para a Torre Eiffel pra começar bem o fim de semana. Acabei indo dormir um pouco tarde e as 6h30 já estava acordada.


Logo saímos para a Breakfast Run, uma provinha de 5km que a organização da Maratona prepara no sábado para que os corredores façam um trote leve Pré Prova e as famílias e amigos possam participar também! Pagamos 5 Euros e ganhamos uma camiseta e uma bandeira do nosso País.
Largamos na Avenue Foch onde foi a chegada da Maratona e chegamos perto da Torre Eiffel, foi mais uma brincadeira do que uma corrida, mas super animada, gente do mundo todo, num clima ótimo!
O marido também correu e lá conhecemos alguns Brasileiros muitoooo queridos que também correriam a prova no dia seguinte.



 
 



Terminada a Breakfast Run fomos para a Expo pegar meu Número de Peito e Chip. A feira aconteceu no Parc de Expositions de Paris perto da estação Port de Versailles e era Gigante!!
Stands de muitas marcas esportivas, organizações de outras maratonas...um verdadeiro paraíso!!! Deu vontade de comprar tudo, mas na realidade estava tudo bem caro, os preços de tudo comparado com o que costumamos encontrar aqui na Alemanha estavam mais altos.








Depois disso turistamos um pouco pela cidade, mas sem abusar das minhas pernocas para elas não sofrerem mais do que o necessário no dia seguinte.
Carbo Load feito em um jantar muito gostoso perto do hotel e hora de descansar e mentalizar uma linda prova. Só de lembrar do momento em que me deitei pra dormir e pensei: é amanhã, a minha barriga gela de novo!
Mas como não costumo ter problemas com o sono dormi a noite toda e acordei com o despertador!
SIM, chegou o grande dia e eu custei a acreditar nisso, na verdade parecia um sonho...aí começa o ritual: Roupa, vaselina, gel nos bolsos, balinhas, Garmin ...café da manhã ( que sacrifício tomar café da manhã....depois de tanto carboidrato nos últimos dias e com a ansiedade no nível máximo foi duro fazer descer mais Pão com Geléia).



E depois de tudo isso partimos pra Champs Elyseés ( Eu e meu Marido/Companheiro/STAFF rss e a querida @farobs e seu Marido/STAFF também) onde seria a largada, já no metrô começamos a entrar no clima...estava completamente cheio de corredores!!!




E foi só sair da estação do metrô pra dar de cara com um mar colorido de gente! Naquela Avenida maravilhosa com um céu azul lindo...tinha como ser melhor?
Fui encontrar o pessoal da Assessoria no ponto de encontro que havíamos marcado e lá, por conta do Instagram acabei conhecendo algumas pessoas muito legais que ainda não conhecia pessoalmente. Uma delas foi a @gramoeller , uma querida!!! Ela estava lá pra fazer Paris pela terceira vez e por sorte estava no mesmo bloco que eu para a largada, então depois de um tempo fomos pra lá juntas.




A separação dos blocos por pace para a largada estava muito bem feita e controlada. Entramos na nossa baia, hora de me despedir do marido..olho encheu de água, mas segurei e fui.
Ficamos pelo menos uma hora ali aguardando a largada e eu falando mais que a boca...pobre Graci...acho que ela pensou que eu era doida...mas acho que a euforia e o nervoso me fizeram falar, falar e falar rss...Assim eu não fiquei pensando muito no que estava pra acontecer, porque nos poucos momentos em que fiz isso a barriga inteira gelava...
Nosso bloco começou a caminhar e sim....foi dada a largada.....A Champs Elyseés era toda nossa naquele dia ensolarado e lindo! Depois de algumas poucas passadas escuto alguém gritar meu nome e era o Renan...olhei pra ele e gritei um TE AMO gigante e fui...parece que aquilo foi o empurrão final que eu precisava!
Depois de tanto esforço agora era a hora de administrar tudo junto ao mesmo tempo e não pirar! Olho no Pace pra não forçar demais logo de cara, passada acertada, lembrar dos pontos de hidratação e reposição de energia com todos os géis.
Descemos a Avenida toda, passamos pela Place de la Concorde, Rue de Rivoli, tudo incrível, cheio de gente na Rua torcendo e gritando Allez! Allez! As crianças esperando nós passarmos e batermos nas suas mãos...famílias inteiras com cartazes esperando pra ver seus familiares e darem apoio. Primeiros quilômetros deliciosos, pace encaixado...passamos pelo primeiro ponto de hidratação e aí mais um ponto positivo para a prova: A água era entregue em garrafinhas, o que facilita muito a vida do atleta! A cada ponto eu pegava duas garrafinhas, bebia um pouco de uma na hora e deixava a outra pra tomar com o Gel.
A cada 4 ou 5 km a gente passava por bandas de vários tipos...tinha de tudo: gente tocando música Africana, Samba, banda de Rock ...além de milhares de pessoas fantasiadas ...a prova é definitivamente super animada! Tem torcida quase o tempo todo e muita música!!!


No Sétimo quilômetro tomei meu primeiro gel e logo em seguida demos de cara com uma bela subidinha (eu odeioooo subidas), mas encarei até que tranquila, concentrei e passei...Num piscar de olhos estávamos no décimo quilômetro e aí começam a vir aquelas coisas na cabeça: E agora? eu só fiz 10km ainda tem mais 32, eu sou louca, né?! Mas aí eu olhava aquela paisagem incrível e esquecia essas bobagens.
Lá pelo 15o. Km estávamos correndo dentro do Bois de Vincennes que é um Parque da cidade que tem trechos lindos com flores e um lago, mas que depois fica bem chato, só com árvores e mais nada...e não sei porque, mas nessa hora muita gente começou a parar...andar ...alongar e eu também senti minhas pernas pesarem, meu pace deu uma caída, fiquei um pouco aborrecida, mas logo passou e eu segui...
É impressionante como ao longo de uma prova como essa você sente de tudo, pensa de tudo...melhora, depois piora...melhora de novo e por aí vai...E por mais que o percurso seja lindo parece que você está lá e ao mesmo tempo não está...a cabeça fica a mil o tempo todo.
A cada 5km também passávamos nos marcadores de tempo e eles me motivavam muito porque toda vez que eu passava por eles pensava: "Agora o aplicativo da corrida vai ser atualizado e todo mundo vai saber onde eu estou!"


Cruzamos a marca de meia maratona e aí começou pra mim a parte mais bonita do percurso, corremos um bom tempo ao lado do Rio Sena, passando por baixo de pontes que estavam cheias de gente em cima torcendo, gritando e vibrando!! Entramos em um túnel que me arrepiou e me deu um gás absurdo...tinha música alta tocando lá dentro, luzes piscando, todo mundo gritando....passei por ali arrepiada e gritando!!!
E aí passamos dos tão temidos 30 quilômetros, e continuei fazendo o que fiz a prova toda: quebrando em partes e me "enganando"....Quando estava nos 30 fiquei torcendo pra chegar nos 32km onde tomaria meu próximo Gel, depois nos 35 onde o treinador estaria com Coca Cola pra ajudar a dar um gás...e realmente essa Coca Cola deu um gás, depois do Km 35 meu pace deu uma melhorada ( mesmo assim eu já estava tentando não me preocupar mais com isso porque desde o KM15 o pace caiu e se eu fosse me importar muito acho que isso poderia prejudicar minha prova).
E a partir do 35 é impressionante como o clima da prova muda um pouco...quando não estávamos passando por um lugar cheio de gente ou com bandas era um silêncio absurdo, só se ouvia a passada das pessoas, porque a essa altura sem muita concentração é muito difícil continuar!
A gente não pode se deixar levar pelo que vemos em volta...gente quebrando, mancando, com cãibra e por aí vai..
Nessa fase eu só me lembro de estar correndo e quebrando a prova em pedaços e dizendo pra mim mesma: Se eu andar agora eu não vou mais conseguir correr, parar não é uma opção...tem muita gente torcendo por mim, me esperando, eu sou F........! e vou terminar isso aqui....e assim fui! Mas confesso que tive momentos com vontade de chorar de desespero: "Isso aqui não vai acabar nunca??"
Lembro que meu Garmin estava virando os Quilômetros cerca de 600 metros antes das placas oficiais da prova e no final isso estava me tirando do sério...então também parei de olhar pra ele!
 
E aí finalmente passamos pela placa do Quilômetro 40 e eu pensei: Tá feito! Falta muito pouco agora, bora curtir! Mas claro que pra fechar com chave de ouro veio uma bela subidinha no 41! rs...mesmo assim nessa hora já nem importava mais se era plano..subida...descida...o piloto automático estava ligado e tinha taaaaanta gente em volta gritando, aplaudindo torcendo.....
Passamos pela placa do Quilômetro 42 e aí eu apertei o passo, abri um sorriso enorme, comecei a chorar e quando cruzei a linha de chegada eu só consegui gritar....GRITEI! GRITEI! GRITEI tanto que uma mulher que chegou junto comigo me olhou e me abraçou e nós nos cumprimentamos!!! Tem coisa mais linda e emocionante do que isso???
E aí nesse mesmo minuto todo o desespero, vontade de chorar, de parar, de nunca mais inventar essa loucura, passa e dá lugar pra uma euforia incrível!!!
Medalha na mão, camiseta de finisher, dor sim...muita dor...mas dor que já passou e a Glória, a Euforia e a sensação de Vitória estão aqui até agora e vão ficar pra sempre!





E agora o que ficou além de tudo isso é uma saudade gigante desse dia, dessa experiência e a vontade de planejar a próxima.
Se alguém te disser que correr uma Maratona é fácil não acredite! Mas se te disserem que todo o sofrimento vale a pena é a mais pura verdade! Hoje sei que sou capaz de muito mais do que imaginava e isso é ensinamento que fica pra todos os aspectos da vida...não apenas pra corrida.








Marcela Parise
Correndo na Europa
#correndonaeuropa
@correndonaeuropa






quarta-feira, 2 de abril de 2014

A Maratona de Barcelona - Por Fernanda Evangelista

O post de hoje é muito especial! Post da mais nova Maratonista do pedaço!!! A Fê Evangelista, mais conhecida como @forçanapaçoca!!! Ela sempre foi uma verdadeira inspiração pra mim pela sua garra e determinação (acompanho tudinho no Instagram dela) e eu torci do começo ao fim pra tudo dar muito certo nessa primeira Maratona dela.
Ela correu a linda prova em Barcelona e no texto abaixo estão todas as impressões dela sobre a prova! Vale a pena ler!
Fê, mais uma vez, muito obrigada!

"Corro há 4 anos, e desde quando comecei a entender o que era a corrida, suas distâncias, suas nomenclaturas, eu já sabia: um dia faria uma maratona!

Vinha de um sedentarismo, de uma vida cheia de excessos e consequentemente nada saudável, e quando eu resolvi que deveria dar um basta nisso foi a corrida quem me ajudou! Por ela “abri mão” de um monte de coisas pra que pudesse ter fôlego. Principalmente parei de fumar por ela!

Minha primeira medalha foi em uma caminhada de 4km do GRAAC, fiz em 40 e poucos minutos! E mesmo sem correr em nenhum trecho, sabia que era esse clima que queria pra mim.  Já sai e me inscrevi para uma prova de 5km, mas dessa vez eu a correria!

Nessa prova de 5km do Circuito Delta, minha meta era fazer em no máximo 35’, mas lembro que fiz abaixo dos 30’, e isso foi a picada que faltava! Já sai praticamente inscrita numa de 10km!  

Alguns anos se passaram e a maratona começou a me chamar, praticamente me pediu pra que eu fizesse! Fui escolhida! Rs

Quando mais ou menos em junho de 2013 eu pesquisando sobre o assunto na internet, daquelas pesquisas que passamos horas sonhando em fazer quase todas as provas, resolvi e escolhi Barcelona. Mas por que Barcelona?

Antes dessa virada na minha vida, de sedentária para corredora que se acha atleta, eu tinha passado um mês pela Espanha, e foi ao voltar que muita coisa mudou em mim. Então fazia sentido, ao menos pra mim, claro, voltar pra lá e fazer a minha primeira maratona nesse país que tanto amo!  
 
Tinha começado a fazer fisio com o David Homsi (@davidhomsi) nessa época, e como a Debs (@blogdadebs) diz, eu era a psico das provas de fim de semana! E por isso estava extremamente desgastada. Sempre com dores, os treinos não encaixavam nunca, não existia evolução, só regressão. E, óbvio, isso me preocupava pra caramba! Como faria uma maratona com tantas dores no quadril? E como correr 42,195km sendo que se passasse de 10km já era complicado?
 
Por indicação do David, fui num ortopedista que me ajudou muito! Fizemos milhares de exames, RNM, Rx e afins e constatou uma lesão no labrum do acetábulo esquerdo. Uma lesão estrutural, mas que com o excesso ela estava, digamos, atacada. Me lembro que perguntava sobre a maratona, se conseguiria fazer, mas também estava preocupada com as provinhas que tinha feito inscrição. Ou seja, a ideia que tenho hoje é que eu queria fazer a maratona em 8 meses, mas não era algo que eu achava realmente palpável... Vontades de momento pelo sonho maior ganhavam nessa conta ainda.

Pra reduzir o blá blá blá e ir para o que importa, em setembro fiz uma infiltração, pq se funcionasse muito bom, caso a dor permanecesse era faca. A dor passou, amém! Rs
 
Isso era praticamente outubro, e eu queria mas nada de mover a bundinha... e em dezembro por indicação da Debs, David e Rafa Prado (@raprado) comecei com a CM Team (@cmteam), faltando 3 meses!

Quando comece, no dia 14 de dezembro, eu perguntei se o San Palma  (@sanpalma)achava que seria possível eu fazer uma maratona em 3 meses. Ele disse que sim e que eu podia confiar e fazer a inscrição. Na mesma hora entrei no site fiz a inscrição, reserva em hostel, passagem de avião, tudo! Pra não ter como fugir! Ou ia ou ia!
 
E então foram treinos, muitos treinos de madrugada, sozinha no Ibirapuera, na USP... Só eu e meu marido que foi parte mais que fundamental pra que eu pudesse realizar esse sonho. Madrugando comigo, me levando, ficando como apoio nos surtos em casa, depois de treinos... Sem ele teria sido tudo muito mais difícil.
 
Quando comecei a treinar meu pace estava ridículo! Vinha de uma prova cheia de pirambas onde me destruiu por um mês. Dezembro me lembro que foi um mês lento... Janeiro as coisas melhoraram muito! Mas em fevereiro eu era outra! Falo que é bizarro os comparativos entres os meses na questão de desenvolver uma corrida leve, que sai, aquela que vc termina o treino feliz, dizendo “hoje foi”! Nos últimos treinos o San me disse que estava pronta, os ensaios já tinha feito, agora era esperar o baile!

Passei pela clínica do fisio Atef Yassin, e ele aos poucos foi me colocando no lugar, até que na última visita, véspera de embarcar, ele disse que estava pronta! Que nunca tinha me visto tão bem! E isso deu uma confiança que faltava! Teria dores, mas só as que maratona proporciona, não as dores que me acompanhavam por 4 anos de corrida.

Cheguei em Barcelona na quinta e na sexta teria a retirada do número, chip e a expo. Imagina se não estava uma pilha de ansiedade? Quase nada! Rs

Na quinta nem abriu a feira estava na porta! Foi super tranquilo! Estava preocupada pq meu número de passaporte na inscrição era do antigo e eu tinha esquecido de levar (drama no embarque em SP) e só estava com o novo. Mas nem aconteceu nada! Ufa! Estava com meu dorsal (como eles chamam lá) e meu chip, agora era turistar pra tentar relaxar.
 
 

Vou confessar que até então minha ficha não tinha caído. Aliás, ela demorou muito pra cair que eu faria uma maratona, que eram 42, 195km, pq na minha cabeça eu divide a prova em várias de 5km, que era como a nutri dividiu minha suplementação. Pra mim isso facilitou muito pra não ficar toda cheia de medo. Medinho, claro, mas nada absurdo!
 
Na véspera, no sábado, teve a Breakfast Run. Uma confraternização entre os que correriam no dia seguinte e mais familiares, amigos... Eram 4,195km, sendo esses os últimos km da maratona das Olimpíadas de 1992, terminando dentro do Estádio Olímpico! Provinha divertida, cheia de crianças, descontraída... E ao entrar no Estádio Olímpico, deu uma emoção enorme! Indescritível! Mas lembro que a primeira coisa que me passou na cabeça foi “imagina fazer treino de tiro nesse lugar?”. Louca!! Marido correu tb, foi muito bacana! Depois serviram um café da manhã com banana, mexerica e rosca doce.
 
 
 
 
 
E enfim, chegou dia 16 de março! Era 5h quando o despertador tocou, eu já estava acordada, óbvio! Mas estava relativamente tranquila.

Fiz café da manhã, suplementação, organizei todos os géis nos bolsos, cápsulas... E fomos para o metro! Ainda não tinham muitos, mas os poucos que tinham já me mostravam que eu estava no meio de um bando de corredor em busca dos 42,195km, e todos concentrados a sua maneira para atingir o objetivo. É uma coisa meio doida, isso! Mas aos poucos eu me dando conta do que estava fazendo ali!
 
 
 
 
 
 
 
Ansiedade, muita ansiedade! Me distraía com as figuras que via perdida por lá, sem pensar em estratégia de prova, nada disso, já tinha repassado isso na minha cabeça, agora era momento de relaxar, concentrar e tentar não noiar!
 
Fui para baia. Consegui entrar na que eu realmente deveria ter me inscrito (mania de me subestimar...), e era um mar de gente! Eu estava na penúltima onda. Estava numa rua que nem era a rua da largada! Estava eu e o Jaques de Campos (@jaques33) , que no dia que desembarquei perguntou se eu não queria que ele corresse comigo. Aceitei, claro!

Aos poucos íamos andando até a largada, todos batendo palma, levantando os braços... Uma festa, mas era uma festa contida, concentrada! E quando chegamos próximo da largada começou a tocar Pearl Jam! Pronto, ali eu chorei! Pela primeira vez! Era minha essa prova! Isso foi o ponto que precisava para acreditar que eu podia! Tudo conspirando a favor!
 
 
 

Largamos!
 
Não procurei estabelecer ritmo no começo, tinha meu pace meta, mas queria primeiro sentir a prova, me sentir, e depois encaixar. Mas encaixou de prima! E que percurso lindo! Os 14km primeiros foram deliciosos! Clima fresquinho, ritmo encaixado! Tava tudo lindo!

Só que imprevistos acontecem... E eu precisava urgentemente ir ao banheiro! Meus temores e fantasmas de treino vieram me visitar no começo da minha prova! Eu pensei: fudeu! Passada a Sagrada Família (lindaaaa), falei com o Jaques e fui num botequinho! Nisso foram 2 minutos da minha prova! O desespero de ver o ritmo que estava perfeito, cair! Mas ok! Tinha que parar, imprevistos acontecem e vou buscar recuperar! Aqui o Jaques foi fundamental pra que eu mantivesse a calma! Não ia me desesperar! Não podia! Então, tê-lo ali me fez pensar calmamente e com praticidade. O que ajudou nos kms que vinham...

Parada nada estratégica feita, voltamos, e eu tentei recuperar... Mas depois da parada a perna resolveu dar uma pesada, mas eu não dei bola! Queria recuperar e manter o ritmo delicinha que estava! Pq uma coisa é certa, quando a gente sente uma dor e dá ouvidos a ela no meio de uma prova dessas, vc tá entregue! Pq ela vai piorar, vão surgir outras, e isso pode por tudo a perder!
 
Na hora de fechar a meia eu bati meu recorde e ainda fiz sub 2h, que sempre quis fazer! Isso deu um gás, apesar do percurso nesse momento ser chatinho!
 
 
 
E tinha gente incentivando, gritando, batucando em todos os momentos! Em alguns pareciam aqueles corredores poloneses, de tanto que afunilava de gente! Era algo que eu nunca tinha visto! Longe de ser qualquer São Silvestre, que acredito que seja uma das poucas provas que ainda vão as pessoas incentivar pelas bandas daqui.
 
No km, eu tentei não ficar pensando em paredão, naquelas histórias que todos contam. Tentei manter meu ritmo. O que pesou nesse momento foi o calor! Foi tenso lindar com esse mudança de temperatura. E o calor começou a pesar num trecho também chatinho da prova, entre o km 27 até o 36. Foi, pra mim o trecho mais chato da prova, o mais cansativo mentalmente. Não tinha sombra, era um plano sem muitos atrativos. Aqui posso dizer que foi chato correr! Mas mesmo com o ritmo tendo caído um pouquinho, não foi nada absurdo, que eu considere uma quebra.
 
No km 37 o Jaques iria parar, mas não me lembro bem como foi, sei que ele continuou! E isso mais uma vez ajudou! Pq ele não me deixava desanimar, e ele foi um mega amigo! Pegou água em todos os postos pra mim! Isso, pra quem correu uma prova cheia assim, sabe o adianto que é!
 
A cabeça numa maratona dá uns loops malucos! Ela em 5 minutos te coloca confiante, e no 5 minutos seguintes você consegue pensar na morte da bezerra e isso te coloca pra baixo! É doido demais! Mas uma delícia! Porque mesmo correndo com a companhia do Jaques, a gente corre sozinho! Maluco isso! A cabeça é sua, só você sabe o que se passa ali dentro! Eu sei que quando dava uma desanimada eu pensava que acabando ali eu poderia comer o que quisesse! Hahahaha #gordoéfoda Ah! E funcionava!
 
 
 
No km 40 eu já foi quando eu pensei pela primeira vez “já deu, né?! Pode acabar!”. Mas passar na frente da catedral de Barcelona me deu uma animada, ali quase chorei! Lembrei de quase 5 anos atrás, quando estava na mesma Barcelona, e o pq de ter escolhido essa cidade para ser minha primeira maratona! Foi, acho, que depois da largada, o momento que eu percebi onde estava, o pq de estar ali, e acreditei que podia!
 
Mas a perna estava um pouco cansada já, e ela não acompanhava mais a cabeça, mas não desisti! Falava o tempo todo: “vamos que falta pouco, agora é voltinha no lago, quem não faz?” (né, Rê Moretti?! Rs). Balas de goma pra dar um up dos ursinhos gummy, e foco! Deu uma animada! Mas o cansaço tava gritando.
 
Faltando 1km o Jaques apertou um pouco e eu tentei acompanhar, pq agora era pouco, estava ali na frente... Nos metros finais, pelo meu garmin corri uma ultra, pq deu 42,800km, e por ele os meus 800m finais foram melhores que qualquer treino de tiro feito até então! Rs

Dei um gás, corri... Nem sabia se tinha perna ainda ou não, vi o pórtico, e lá estava que ainda conseguiria fazer como tinha sonhado... Cheguei! Ufa! Cruzei a linha! Há! Não, eu não chorei... Não, minha ficha não caiu... não gritei, sequer levantei os braços pra comemorar... a ficha não tinha caído! Ia comemorar o quê? Só dei um abraço no Jaques, que deve ter me achado estranha! Tipo, essa mina acabou a primeira maratona e nem comemora! Rs
 
Tirei o chip... aliás, um parto tirar depois de correr! Rs

Peguei a medalha! E fui encontrar o gordo, que ficou 4h00min01 segundos me esperando! E a medalha era dele!  
 
 
 
Ali eu já comecei a me sentir órfã! Como se me faltasse alguma coisa! Essa sensação foi muito maior, mais forte que qualquer outra! Não sei se isso acontece com as outras pessoas, mas eu estava feliz por ter finalizado um ciclo, por ter realizado um sonho, por ter aproveitado o baile! Mas a minha vontade era de começar tudo de novo!
 
Essa sensação ainda está aqui, sinto que me falta algo. Logo talvez encontre um objetivo parecido, mas esse já foi! E foi bom! O processo todo me mudou, me fez melhor. Me fez acreditar mais que eu posso. Pode parecer clichê, bobices e afins, mas é a pura verdade. Hoje isso faz sentido pra mim!
 
 
 
Não consegui fazer no tempo que queria por míseros 2 segundos (queria sub 4h), mas a experiência foi tão boa, tão intensa, que fodam-se os 2 segundos! Eu aprendi nessa maratona que consigo lidar com o inesperado melhor que pensava, que por mais ansiosa, eu consigo e tenho controle sob mim... e esses 2 segundos a menos teriam me feito esquecer todo o meio da prova, que foi o que me ensinou muito mais sobre mim que poderia ter aprendido se tivesse atingido a meta.
 
E ah!! Eu sou maratonista! #bjonamedalhaquerida ;)"

 
 
Fernanda Evangelista
@forçanapaçoca
 
Correndo na Europa
@correndonaeuropa
#correndonaeuropa
 


 

 

 

 

 

segunda-feira, 31 de março de 2014

Roma Ostia - A Meia Maratona de Roma

Mais uma vez, através do Instagram conheci o Christophe (@quantys), Português que mora em Luxemburgo e como eu ama correr. Ele também já fez esse ano a Meia de Barcelona e Lisboa. E abaixo escreveu pra nós um relato muito bacana sobre sua experiência na Meia Maratona de Roma, que aconteceu no dia 02 de Março! Vale a pena Ler!

"Agradeço a Marcela, que me pediu para escrever aqui no seu blog as sensações da minha primeira participação na Meia Maratona de Roma, a minha segunda do ano de 2014 e a minha quarta meia maratona desde de setembro de 2013.

Eu e meu irmão chegamos em Roma ( partindo de Luxemburgo, via Ryanair ), no Aeroporto de Ciampino e de lá fomos até a estação Termini de Roma, precisamos atravessar a cidade até  chegarmos a um prédio que parecia um Museu, para a distribuição do dorsal (pettorale em italiano).

Como o ônibus até lá se atrasou chegamos para a retirada dos dorsais depois do horário permitido, mas a  organização foi simpática e nos deram os dorsais e a bolsa com a camiseta da Adidas, num azul simpático.



 
Não era obrigatório ir buscar o dorsal já no dia da nossa chegada, mas como já estávamos a caminho, era melhor fazer tudo junto para termos o sábado livre para o descanso e para aproveitar e fazer uma visita a Roma pela primeira vez, mesmo que debaixo da chuva.

O percurso da meia maratona de Roma tem partida na parte sudoeste de Roma, em direção a Ostia, cidade a beira mar aonde os romanos vão a praia em período de bom tempo.

Ao oposto da maratona de Roma que se passa em plena cidade de Roma, aqui a gente vê pouco da cidade, e passamos cerca de 17km na Rodovia em direção a Ostia.

No Kit do corredor, recebemos um grande saco correspondente a sua categoria de tempo e de idade, aonde era possível colocar o seu número de peito e assim colocarmos o que fosse necessário do Guarda-Volumes.



 No dia da corrida levamos nossas coisas para a largada, aonde mais de 20 ônibus estavam a nossa espera (divididos por grupo de números de peito) para guarda-las. Depois de cheios os ônibus seguiram para Ostia, onde depois pudemos retirar nossos pertences de forma muito organizada.

A Roma Ostia como é chamada, é a prova com maior número de participantes da Itália, tem 40 anos e este ano a medalha do final era em comemoração ao aniversário da prova .

A partida foi organizada pela cor que estava no número de peito de cada um dos corredores, e a cor estava relacionada ao Pace informado no momento da inscrição.

Depois de uma noite curta e de trovoada e chuva batendo na janela do quarto do hotel, nos levantamos as 6h da manhã. Tomamos café da manhã, organizamos Garmin, Gel e hidratação e fomos.


 
As 10h foi dada a primeira largada, a partir dai, a cada 5 minutos um novo bloco largava, nós largamos as 10h15. O ponto positivo deste sistema, é que todos têm a possibilidade de fazer um bom tempo com pouca gente para ultrapassar. Na meia maratona do Porto em Portugal, na qual participei em meados de setembro, a largada foi toda junta. Mesmo estando numa categoria de tempo, não acho legal uma pessoa treinar durante semanas, e chegar a uma meia maratona e largar junto com todos, o risco de cair ou se atrapalhar com o Pace por ter muita gente é grande e pode ser realmente frustrante.


Neste caso em Roma foi perfeito! Os 4 primeiros quilômetros passaram num pace inferior a 4:40.
Próximo ao 5km o chegou o primeiro ponto de hidratação, que infelizmente era em copos, o que é uma pena pois o corredor não pode levar o copo para muito longe, Eu particularmente não sou nada adepto dos copos nas corridas, perdemos tempo e bebe-se mal neles.

A partir daqui entrando na via Christophe Colombo que é uma autostrada, a corrida começa mesmo a partir deste ponto com uma subida até aos 7,5km.

O tempo nesse dia estava ideal, um pouco frio por volta de 9-10ºC, e felizmente não choveu muito. Os dias que antecederam a corrida choveram torrencialmente. Nestas condições não sofremos tanto com a desidratação e podemos nos preocupar única e exclusivamente com a corrida.

Como estava frio eu utilizei uma espécie de pomada para aquecimento nos joelhos, e por volta do 1 ponto de hidratação começou a fazer efeito, comecei a sentir umas picadelas de calor nos joelhos. O creme estava a fazer efeito em relação ao calor que o meu corpo estava a desenvolver. Uma coisa digo, esta pomada ardeu mesmo os meus joelhos.

Por volta do quilometro 11 tivemos o segundo ponto de hidratação, desta vez com bebidas energéticas e mais uma vez em copos, grrrr.

Ao chegar no quilometro 13 havia distribuição de um tipo de esponjas molhadas. Claro que aproveitei para levar comigo umas 3 ou 4 para passar na testa e sobretudo nos joelhos em chamas.

Antes disso, a chegada ao 10km foi terrível. Até aqui tinha um pace de 4:30-4:40, entre o quilometro 9 e 10 o meu pace foi superior a 5.

A fisionomia desta corrida pode ser psicologicamente demolidora, pois a partir do quinto quilometro é uma linha reta até a chegada, o problema, é que de longe você vê quando vai ter que subir e descer, neste caso entre 9 e 10km era a subir, parece que você vai perder as forcas, isto até as esponjas no kilometro 13.


A partir dali não poderia haver mais desculpas, as subidas eram poucas, mas o vento e o cansaço estavam cada vez mais presentes, o pior eram o joelhos em fogo.

Normalmente a partir destes quilômetros você tem quase sempre um parceiro que tem o mesmo pace  que você. No meu caso tinha um homem de idade media 40-45 anos de nome Luigi de verde e branco, e outro perto dessa idade, o Alessandro e vermelho escuro. Claro não adivinhei os nomes, nem se eram os nomes deles, mas eram os nomes inscritos nas costas da suas camisetas. A gente quase furava através a multidão para logo alcançarmos a chegada. Quando um se desmotivada o, outro passava a frente para levar o ritmo, assim como fazem os ciclistas. Vez ou outra cada um de nós soltava um grito para se fazer ouvir.

Depois do ultimo fornecimento de agua no quilometro 16 só faltavam mais 5km para a chegada, os meus powersongs do iPod estavam a tocar e eu tomei o segundo gel da corrida. Foi desnecessário tomar este gel, acho que foi mais para me motivar mentalmente tipo placebo que para me fornecer açúcar ao corpo.


Eu e meus colegas de corrida estávamos cansados, e o meu pace caiu, ficando acima de 5:00.

Ao avistar o painel 20km sabia que só faltava mais 1km e uns metros mas, que sem duvida são os mais duros, como toda gente sabe.


O Luigi reuniu as ultimas forças para aumentar o seu pace, eu o segui num ritmo mais baixo do que ele. O Alessandro fico para traz, tendo mandando um grito nos indicando para correr sem ele. A gente ainda gritou um para os outros para se motivar e dando-se "rendez-vous" a chegada.

Chegando ao fim e tocando em stop na minha Forerunner, o corpo sufocava no suor e na dor, 1:42.22 indicava na tela, pior que em Barcelona de alguns segundos sabendo que Barcelona tinha uns bons metros a mais.

O Luigi tinha uns bons 15-30 segundos a menos do que eu enquanto o Alessandro chegou minutos depois.

Depois da meta, chá quente foi servido e como estava a chuviscar tivemos uma capa de chuva amarela para nos proteger da chuva. Logo depois, chegou a vez das medalhas e da clássica distribuição de bananas e de Laranjas.

Recebemos ainda um saco cheio coisas boas, e neste caso em Roma eram muitas coisas, ainda bem, em muitas corridas não se tem tanto






Chegando finalmente aos ônibus tivemos que procurar a nossa categoria do dorsal para que o seu saco da partida seja entregue. Hop ! Toca a pegar no meu telefone e ligar numa rede sobrecarregada ao meu amigo e coach de Spinning do Luxemburgo que ele  certamente já teria terminado a prova.
Ele terminus a prova em1h25 foi o tempo dele, e ele tem 46 anos, um exemplo para muitos!

Esperamos pelo meu irmão e uma vez todos reunidos tomamos o Metro sobrelotado de gente em direção a Roma para chegar ao Hotel e tomar uma ducha, pois outro ponto negativo, não havia duchas suficientes para tanta gente a não ser a agua salgada e fria do mar.

Uma boa corrida, com um percurso difícil, porque jogando mentalmente nas subidas e decidas. A distribuição de aguas e energéticos em copos também não me agradou, mas a ideia das esponjas molhadas foi ótima.

Deixei um bom sentimento de corrida nesta meia-maratona que certamente correrei novamente!!



 Obrigado pela leitura e a motivação que as pessoas tem me dado nas redes sociais, amigos e família, porque é encontrando pessoas que fazem e gostam das mesmas coisa que você, me motivo cada vez mais a continuar!

 Saudações"


Christophe
@quantys


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domingo, 23 de março de 2014

Um pouco sobre Berlin!

Berlin é uma cidade encantadora, é muito viva...pura história! Estou morando aqui na Alemanha há 7 meses, já estive por lá duas vezes e pretendo voltar sempre que possível!!
Como a Maratona de Berlin é uma das mais famosas e disputadas do mundo teremos muitos Brasileiros que virão pra cá pra correr e também conhecer e aproveitar a cidade! Pensando nisso, decidi fazer um post falando um pouco mais sobre o lugar e o que ela pode oferecer em termos de : Alimentação, Atrações, Lugares pra treinar, etc...




Começando por lugares interessantes para comer:

1- VAPIANO - Amo esse restaurante! Existem várias unidades na Alemanha e na Europa e o mais legal de lá é o custo benefício. Os pratos são deliciosos, o ambiente agradável e o preço super justo.
O restaurante é uma espécie de Spoleto, só que mais sofisticado e saboroso, claro! Você pode comer saladas, massas, pizzas e Calzones por lá e geralmente você pede e um cozinheiro monta seu prato na hora.
Sempre que como por lá uma massa ou uma salada com uma taça de vinho pago no máximo 13 euros.
Existem 4 unidades do restaurante na cidade. Uma na Postdamer Platz, uma no Centro (Mitte), uma na Estação principal de Trem e outra na Washington Platz.
http://de.vapiano.com/de/restaurants/



2- Oscar & Co. - Mais uma opção de restaurante na Postdamer Platz (existem muitos e ótimos lugares pra se comer por ali). O Ambiente é super agradável, dependendo da temperatura é possível sentar pra comer em uns sofás na calçada com cobertor e aquecedor. Da primeira vez que estive lá comi um Gnocchi maravilhoso. Os vinhos também são muito bons!
http://www.oscar-co-berlin.de/

3- Café da Manhã, Almoço ou Jantar na Torre de TV da AlexanderPlatz; Vale muito a pena a experiência! A torre de TV que fica na AlexanderPlatz é um dos pontos turísticos da cidade e a vista lá de cima é linda! É possível enxergar Berlin inteira! Pra subir até o topo é cobrado um preço, mas vale muito a pena fechar pacotes de subida + refeição no restaurante lá em cima que é super bonito e a comida é ótima! Da última vez que estive lá fomos para o café da manhã e valeu muito a experiência. Mas é muito importante reservar no site com antecedência porque o restaurante está sempre cheio (pra todas as refeições). Pra quem tem certeza que vem, vale fazer a reserva desde já.
http://tv-turm.de/en/





Experiências e Lugares pra visitar:

1- Bike Tour Guiado pela cidade: fizemos isso nas duas vezes que fomos pra lá! Demos sorte, o tempo estava ótimo ( geralmente no fim de semana da Maratona o tempo está bom, não tão frio, com as roupas adequadas é possível fazer o passeio tranquilamente). A empresa que nos levou para o Tour e que tem ótimos guias fica embaixo da TV Tower na AlexanderPlatz..
Geralmente os tours começam as 11h da manhã e duram cerca de 4 horas. Passamos pelos principais pontos turísticos da cidade e conhecemos a história de cada um deles. Os guias explicam tudo detalhadamente (em inglês) e no meio do passeio paramos em um restaurante ótimo pra almoçar!
O tour custa 25 euros.
http://berlin.fattirebiketours.com/



2- Topografia do Terror: Esse é um museu de fotos e com entrada gratuita que conta a história do Nazismo. É como se fosse uma linha do tempo feita com fotos reais e bem impactantes e explicações detalhadas de tudo que aconteceu na época de Hitler.
http://www.topographie.de/en/

3- Madame Tussauds: É o famoso museu com bonecos de cera que imitam personalidades e grandes artistas. Muita gente já conhece e já deve ter ido em algum outro lugar do mundo, já que existem várias unidades do museu (Amsterdam, Londres, New York, etc). Mas em Berlin vale a pena pagar pra entrar! Lá dentro existe uma estátua do Hitler (a única do museu que não pode ser fotografada) ela fica dentro de uma espécie de container de vidro e é assustadora! Muito bem feita e parece que ele realmente está ali, olhando pra você.
http://www.madametussauds.com/berlin/




4- Palácio de Charlottenburg: É um palácio lindo que fica em uma região deliciosa da cidade! É um pouco mais afastado, mas também é possível chegar de Metrô. Fomos dessa última vez e o dia estava lindo, passeamos até o Castelo, tiramos fotos e depois sentamos em um dos vários restaurantes agradáveis que ficam na rua da frente do Palácio, com mesas nos jardins, no meio das árvores ouvindo os pássaros cantarem, vale muito a experiência. E nessa região também vale um treino, bastante gente correndo por ali.



Além desses lugares todos que citei como experiência, existem todos os pontos turísticos famosos ( que fazendo o Bike Tour você já consegue visitar, e quem vai correr a Maratona também vai passar: Check Point Charlie, Brandenburg Tor, Memorial ao Holocausto, Parlamento, Tiergarten, etc.
E o melhor: é possível visitar todos esses lugares de Metrô, então o ideal é comprar Tickets que valham pro dia todo (vale a pena pelo preço) e se estiverem em mais de 3 pessoas também vale comprar um ticket para o grupo todo.





Onde treinar:

Berlin é incrivelmente plana e bonita! Quando estive lá fiz um percurso de 8km saindo da estação Postdamer Platz do Metrô e descendo a Ebertstrasse ( avenida que desce na frente dessa estação de metrô e passa ao lado do Portão de Brandenburgo) depois é só a esquerda na Strasse des 17. Juni que você já vai ver a sua direita um parque enorme, cheio de verde, que é o Tiergarten! Lá dentro existem inúmeros percursos possíveis de serem feitos porque o parque é gigante! No dia que eu fui desci ele todo e depois voltei pela mesma avenida e subi chegando e terminando o treino embaixo do Portão de Brandenburgo que é onde termina a Maratona de Berlin.
Além disso é possível correr na beira do Rio Spree que também é lindo! Enfim, é uma cidade que pode ser explorada correndo!


Outras corridas na cidade:

- Meia Maratona de Berlin - 30 de Março
- Frauen Lauf AVON - 5 e 10km - 3 de Maio
- BIG 25 Berlin - 25, 21 e 10 km  - 4 de Maio
- Run Of Spirit - 10 e 5km - 9 de Junho

Acho que essas são as principais dicas que tenho sobre Berlin! Espero que ajude e que todos possam curtir muito.








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